Praia de Carapibus terá resort só para estrangeiros

     O turismo é mesmo a principal causa que está atraindo investidores estrangeiros à Paraíba. Acreditando que, num médio prazo, principalmente João Pessoa e outros municípios litorâneos passem a integrar de forma permanente os roteiros turísticos de brasileiros e estrangeiros, os portugueses devem ser os pioneiros na construção de resorts no Estado.

     Pelo menos é o que garante o empresário lusitano Humberto Gomes, que está na Paraíba acerca de três anos, e é dono de duas empresas em sociedade com mais dois portugueses, um angolano e um paraibano.

     Antes de investir na Paraíba, o grupo de empresários fez um estudo das condições turísticas em vários Estados brasileiros e descobriu que o Estado possui um grande potencial turístico e muita coisa para ser feita no setor. "Primeiro abrimos uma empresa de empreendimentos imobiliários e de turismo, mas como só agora a Paraíba está começando a dar os primeiros passos para o desenvolvimento turístico, resolvemos abrir no ano passado outra empresa, dessa vez na área de serviços", conta.

     Segundo Humberto, em setembro, o grupo deve ser o primeiro a iniciar a construção de um resort no Estado, que ficará pronto no máximo em dois anos. "Serão mais de 100 bangalôs que vão ser vendidos apenas a estrangeiros. O resort será construído na praia de Ca-rapibus, no município do Conde, com capitais portugueses e de empresários angolanos. Será um pool de investimentos e o nosso grupo ficará responsável pela construção e pela administração. Que-remos abrir canais e proporcionar a vinda de turistas de Portugal, Angola, Espanha e Itália", diz.

     O empresário acredita que a vinda de outros portugueses no último ano se deve também à recessão européia. "Eles estão tendo de procurar novos empreendimentos. E, aqui, no Brasil, o mercado consumidor é maior. No caso da Paraíba, o futuro turístico é muito grande e é isso que atrai os investidores.

     Mas é preciso que as ações para o turismo sejam feitas com calma e bem-feitas. Não adianta fazer as coisas sem organização, é preciso investir, por exemplo, na formação dos profissionais, é preciso ter uma quantidade maior de hotéis. Estamos investindo para ter retorno daqui a sete ou dez anos", afirma Humberto Gomes.

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